sexta-feira, 22 de julho de 2011

* PIERCINGS, EVANGELHO E CULTURA





Piercings estão cada vez mais comuns em nossos dias. Algo que há menos uma década era olhado com reprovação e preconceito, é hoje visto em homens, mulheres, jovens e até crianças. Se a sociedade parece estar aceitando esses adereços cada vez com mais naturalidade, os cristãos parecem confusos a respeito. Afinal de contas, a questão da aparência ainda é assunto de grande discussão e controvérsia em muitos círculos evangélicos. A primeira coisa que precisamos ter em mente quando o assunto é aparência pessoal, é que se trata de algo que muda com o tempo e com o lugar.
Usos e costumes estão diretamente ligados à cultura. Basicamente uma cultura é formada por três elementos: cosmovisão (a maneira como um povo vê o mundo), sistema de valores (o que é importante para aquele povo) e normas de conduta (o modo como um povo se comporta, e isso dizem respeito tanto à vestimenta, como ao modo de se relacionar com os outros, etc.). Culturas são diferentes de acordo com sua cosmovisão, valores e normas de conduta. Arrotar em público após uma refeição é totalmente aceitável (e até louvável) em certas culturas, e repugnante em outras. Uma mulher com os seios à mostra é normal em muitos países da África (onde a mesma mulher não pode exibir as pernas acima do tornozelo) enquanto que o mesmo é obsceno em outras partes do mundo. Beijar na boca em público é normal aqui no Brasil, mas pode levar alguém à cadeia em certos países islâmicos. Nestes mesmos países islâmicos, um homem não pode andar de mãos dadas com sua esposa, mas pode andar de mãos dadas com outro homem. No Ocidente tal prática evoca idéias de homossexualismo. E por aí vai. Todas essas coisas são formas de expressão cultural. Podem ser um insulto ou algo escandaloso para os de fora (que não fazem parte da cultura), mas não são necessariamente erradas para quem é daquela cultura. O fato é que nenhuma cultura é totalmente igual à outra e nenhuma cultura está acima da outra.
João viu no céu povos de todas as tribos, raças, línguas e nações (grupos étnicos). Todas as culturas possuem elementos que precisam ser valorizados e outros que precisam ser transformados pelo Evangelho. Sendo a aparência pessoal é uma questão de expressão cultural, esta aparência também muda de acordo com a cultura. Pinturas na face e no corpo estão presentes em diversas culturas. Na Polinésia, os nativos usam a tatuagem para escrever sua história familiar no corpo. A tatuagem e o piercing no umbigo eram comuns no Antigo Egito. Alguns povos usam piercing, brincos e outras formas de alteração do corpo (body modification ou simplesmente body modi).
O problema é que o mundo está ficando pequeno. Estamos nos tornando cada vez mais uma aldeia global. Esta globalização faz com que certos costumes que antes só eram vistos em algumas culturas isoladas e lugares remotos da terra, comecem a se tornar moda em todo o mundo. A tatuagem de henna é um exemplo recente desta realidade.E quem são os responsáveis pelo lançamento da moda em nosso mundo? Os meios de comunicação em massa, que muitas vezes mostram artistas, músicos e cantores usando determinada roupa, adereço, estilos diferentes muitas vezes copiados por nós, ou porque não dizer, copiados de nós.
Isto mesmo!!! Citando dois exemplo: Os Rapper’s americanos não inventaram um estilo de roupa e ornamentos, eles já existiam, porém foram popularizados pela mídia. A popularização de alguns costumes orientais no Ocidente teve forte influência dos Beatles, quando estavam em sua fase “Flower and Power”. Muitas das batas, camisões e pantalonas que vemos hoje em nossas ruas, praças, e até na igreja, foram uma influência direta da que é chamada a “maior banda de todos os tempos”, porém, são “politicamente aceitas” por muitas de nossas lideranças. A popularização do piercing foi em 1993 com o vídeo clipe “Cryin”, do Aerosmith, onde Alicia Silverstone apareceu com um piercing no umbigo. Uma banda de rock, uma balada romântica, uma jovem atriz linda. Elementos essenciais para fazer a moda pop ou cultura pop, que nada mais é do que uma mistura de culturas e costumes do mundo pós-moderno. Leornard Sweet, professor metodista e um dos mais interessantes pensadores cristãos de nossa época, comenta sobre tatuagens e piercings em seu e-book recente “The Dawn Mistaken For Dusk”. Ele diz que, a razão pela qual “body modi” é o assunto nº.1 nas listas de discussões e bate-papos de jovens cristãos com menos de 30 anos nos EUA, é pelo fato disto fazer parte da cultura jovem pós-moderna atual (e quase global), uma cultura onde a imagem é altamente valorizada.
A ironia disso tudo é que cirurgias plásticas e implante de silicone são coisas cada vez mais aceitas pelos cristãos modernos. Tem personalidades famosas do mundo evangélico brasileiro com o corpo siliconado.
Todavia, como diz Sweet, “Cirurgia plástica é uma forma severa de alteração do corpo. Isto é aceito, mas brincos e tatuagens, não são?”. Na Bíblia lemos à história de Isaque que deu a Rebeca uma argola de seis gramas de ouro para ser colocada no nariz (piercing) e, após fazer isto, ajoelhou-se para adorar a Deus. Penso que se o primeiro ato fosse pecado ou considerado pagão, então Isaque não teria adorado a Deus em seguida.No livro de Êxodo, percebemos que as mulheres dos hebreus usavam brincos e argolas, os quais foram oferecidos como oferta dedicada ao Senhor para a construção do Tabernáculo. Novamente, não penso que Deus aceitaria de seu povo ofertas que representassem costumes pagãos.
O texto mais intrigante para mim se encontra em Ez 16.11-12: “Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas, e linda coroa na cabeça” (ARA), onde o próprio Deus diz que adornou Jerusalém com jóias, pulseiras, colares, argolas para o nariz e brincos para as orelhas. Ao que parece, tais adornos não eram uma ofensa ao Senhor.
Uma vez que a Bíblia parece não condenar o uso de piercing, por que deveríamos nós? Nosso desafio não é condenar, mas orientar as pessoas (principalmente os jovens) para os riscos que existem em fazer estas coisas sem uma orientação profissional e cuidados de higiene e saúde. A pessoa está consciente dos riscos de inflamação, doenças contagiosas e “efeitos colaterais” diante da sociedade? Está consciente de que algumas alterações são irreversíveis e, mesmo diante da possibilidade de reversão, podem deixar marcas para o resto da vida? Mais ainda, precisamos falar sobre questões de identidade, valor pessoal e auto-imagem. Pois são estas as questões mais importantes para quem está considerando qualquer forma de alteração do corpo, seja uma plástica no nariz, implantar silicone, colocar um piercing ou fazer uma tatuagem.





* Sandro Baggio

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Deus, sexo e prazer.






" E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra..."


E assim, o nosso bom Deus nos deu o desejo sexual, e assim, criamos o sexo, seja o mais instintivo, feito de forma animal (leve ao pé da letra), "olhando nos olhos " ou aquele dos filmes pornôs.
Deus criou algo maravilhoso, parafraseando o prazer de ter nos criado. Deus sentiu prazer na criação, por isso disse: "Haja luz" !
Ou como dizem os cientistas, o grande "Big-Bang", o grande orgasmo de Deus! Uma explosão de vida, harmonia, misticismo e existência.
E Deus , como fala o texto acima, na sua vontade maravilhosa, nos fez saudáveis sexualmente, mas de uma forma acidental, o sexo desagradou a Deus!
E nessa loucura sexual, quem ganhou alguma coisa, foi louco desejo humano da violência e da maldade, que ganharam um grande aliado, o tal desejo de Gênesis 1!
Não que não tenhamos que fazer sexo,pelo contrário, mas Deus quer se manifestar nessa relação também, e de uma forma ou de outra, ser glorificado nessa ação extasiante!
É difícil alguém imaginar, pessoas gritando "aleluias" na hora do "bem-bom", até mesmo os mais pentecostais, mas Deus quer isso.
E enquanto o homem e a mulher, não descobrirem a real satisfação e harmonia entre Deus/sexo/prazer, acordaremos sempre com aquela ressaca...insatisfeitos!

Soli Deo Gloria


Teu irmã,
Samuka.

O Presente de Deus.







Quem não gosta de receber presentes ? Eu adoro! E pode ser um par de meias brancas , como pode ser aquele "power ranger" que estava faltando na coleção. Pode ser um chocolate, um perfume, uma camiseta...não interessa, presente é presente!
Eles nos trazem as mais diversas sensações. E também, nos fazem lembrar um pouco daquelas pessoas que nos presentearam com aquilo.
Talvez possamos nos lembrar daqueles presentes, que ganhamos no Natal, no nosso aniversário, no dia das crianças, no dia dos namorados. Ou quem sabe, aqueles presentes que nós demos para alguém especial. Aquele presente que demos à nossa namoradinha ou namoradinho, para o nosso pai ou mãe, nos seus respectivos dias, para nosso avô, avó, tio ou tia, não interessa que seja. Se demos o presente, podemos nos lembrar do que sentimos e do que representa, de demos o presente, não esqueceremos a cara de surpresa, satisfação e alegria daquela pessoa querida.
E nossa cultura é muito ligada nessa parada de presentes, de símbolos.
No meu ponto de vista, não é diferente quando falamos de Deus. Deus também dá presentes!
Jesus, no evangelho de São Mateus, exemplifica :

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?
E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? (Mateus 7:7-11)


Perceba o que Jesus diz. Deus dá coisas boas!

Tudo bem quando recebemos dinheiro, quando somos correspondidos sentimentalmente, quando ganhamos um carro, uma "benção" tão pedida e buscada! Mas quando o presente que recebemos de Deus é um Câncer? Um resultado positivo no exame de HIV ? Quando descobrimos e nos damos de cara com a morte ? O pensamos ?

Sempre percebo que tudo o que Deus nos dá , é intenso, e percebo na soberania de Deus sobre todas as coisas.
Tudo que vem de Deus, serve para que possamos transformar a nossa forma de perceber as coisas ao nosso redor.
Todos aqueles que tiveram uma experiência com Deus, seja ela direta ou indiretamente, tiveram as suas vidas totalmente remexidas.
Deus faz isso, nós só não sabemos o porque.
Independente do nosso contexto de vida e de experiências, Deus sempre tenta se relacionar conosco, e assim , Ele demonstra o quanto está presente em todas as Eras de nossa existência ( generalizo aqui em questão de humanidade).
Mas qual a diferença então dos presentes de Deus ? Existe presente "bom" e "ruim" ?

No meu entendimento, a questão não é ser ruim ou bom, mas sim, o que fazemos com esses presentes.
Por mais que as situações que nos encontramos sejam inesperadas, todas elas ocorrem com permissão de Deus.
As vezes recebemos um presente esperado, mas muitas, vezes, aquele par de meia que queríamos, lindão, ao ser retirado do pacote, não entra em nosso pé, e para piorar as coisas, a loja não aceita "trocas"!
Da mesma forma, os presentes de Deus são escolhidos de forma preciosa para nós. E aliás, são inegociáveis, não passíveis de troca e impossíveis de ser devolvidos.
E da mesma forma que um pai não daria seu "Vectra" para seu filho de 5 anos dirigir, Deus não dará 1 milhão de reais para um filho "imaturo". Mas talvez dará um "câncer" de presente para um filho amado!
Sabe porque? Porque talvez 1 milhão de reais, possa tirar seu filho se sua presença, enquanto um câncer, poderá aumentar a sua fé e devoção!


Soli Deo Gloria.


Samuka,
Teu irmão.




(O trecho bíblico foi extraído da versão "King James" - Ao som de "P.O.D. - When Angels & Serpents Dance" )

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Cristianismo é anti-intelectual?






(por * Andrew Byers, na Relevant Magazine)



José e Maria perderam Jesus quando ele era um garoto. Levaram três dias para encontrá-lo, mas lá estava ele "no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e interrogando-os" (Lucas 2:46). Jesus estava no templo, o centro da adoração. Era também o centro do aprendizado. "E todos os que o ouviam estavam maravilhados com sua inteligência e respostas" (Lucas 2:47).

A Bíblia nos dá apenas um vislumbre da infância de Jesus, e aquela cena o retrata como um estudante ávido e um aluno aplicado, que participa ativamente na animada discussão teológica.

Então por que há tanta suspeita sobre os cristãos estudiosos de hoje que, como Jesus aos 12 anos, têm uma inclinação para ir a centros de aprendizagem e se envolverem numa discussão ativa? Por que existe atualmente uma espécie de anti-intelectualismo na Igreja?

Com certeza Jesus não era um intelectual elitista. Maravilhando-se com seus ensinamentos brilhantes, algumas pessoas perguntaram certa vez: "Como sabe este letras, sem ter estudado?” (João 7:15). Ele não tinha treinamento avançado ou formal (ao contrário de Saulo de Tarso). Quando Jesus desenrolou o pergaminho de Isaías naquele dia, foi com as mãos ásperas e calejadas de um trabalhador. Sua erudição era como a de um trabalhador braçal, um tipo de educação alheia à acadêmica, como o personagem de Matt Damon em Gênio Indomável (nada de bom pode vir de onde ele veio). E nós amamos as cenas em que Jesus confunde os estudiosos religiosos, assim como apreciamos quando o personagem Will Hunting entra em uma briga num bar da universidade.

Mas a falta de conhecimento acadêmico de Jesus não o torna anti-intelectual. Ele não tolerava um estudo malfeito: "não tendes lido...” (Mateus 12:3, 5; 19:04, 22:31;. et al.). Ele não aguentou a lentidão de entendimento: “Ainda não considerastes, nem compreendestes?” (Marcos 8:17).

Quando perguntado sobre o maior mandamento, Jesus respondeu citando uma passagem de Deuteronômio conhecida com Shema e que promovia um esforço teológico constante: “O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” (Marcos 12:29,30).

O maior mandamento, o pedido mais obrigatório em nossas vidas é amar a Deus com tudo, o que inclui nossa mente. A maioria de nós sabe qual é o maior dos mandamentos. Contudo, podemos estar menos familiarizados com seu contexto no Antigo Testamento. Amar a Deus com tudo em Deuteronômio 6:4-9 é a expectativa de que iremos nos dedicar ao estudo rigoroso e discussão das palavras de Deus. Amar a Deus com tudo...

“...E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos (treinamento teológico intensivo), e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te (discurso teológico contínuo)”.

Devotos judeus dos dias de Jesus recitavam o Shema duas vezes por dia. Era incutido em suas consciências que a vida da mente e o estudo das Escrituras eram centrais para a adoração. Então, novamente, por que tanto anti-intelectualismo atualmente na igreja quando as Escrituras nos convocam a continuar em uma herança intelectual tão rica?
Parte do problema é que, em nome de manter o primeiro mandamento, muitas vezes quebramos o segundo.

Jesus atrelou ao grande mandamento de amar a Deus com tudo o mandamento inseparável de amar nossos semelhantes como a nós mesmos (Marcos 12:31; cf Levítico 19:18). O anti-intelectualismo está enraizado na consciência nacional por uma série de fatores históricos, mas é alimentado na Igreja quando o amor de Deus é separado do amor ao próximo em nossos esforços intelectuais. Há uma grande quantidade de batalhas desafeiçoadas e doutrinárias acontecendo lá fora, em nome de valorizar Deus e Sua verdade.

Outra parte do problema está com aqueles que olham de soslaio para a aprendizagem acadêmica. Alguns de nós assumimos que Jesus vai se perder se levarmos a sério o estudo. No entanto, quando Maria e José perderam Jesus, o acharam apaixonadamente engajado no debate teológico com professores.

É fácil esmagar o acadêmico quando ainda estamos traumatizados com aqueles ataques de fé pedagógicos de nosso professor cínico de Estudos Religiosos. Não vamos perder a realidade, no entanto, de que muitos daqueles professores entraram neste campo porque estavam cheios de entusiasmo por ideias escritas por teólogos mortos por um longo tempo. Eles foram tocados pela arte literária dos escritores do Evangelho e se apaixonaram pela honestidade crua dos salmistas... E foi a sala de aula, e não a sua educação da igreja, que os apresentou a estas maravilhas. Então, depois de anos de árduo trabalho intelectual, inúmeras noites sem dormir e a acumulação de dívida educacional enorme, esses alunos esfarrapados mas ansiosos são freqüentemente saudados por uma igreja anti-intelectual, que diz: "Eu não tenho necessidade de vós” (1 Coríntios 12 : 21).

Não é à toa que existe tanto cinismo na escola. E 18 anos sentado em classes de Escolas Dominicais parecem fazer pouca diferença para a preparação de 10 minutos de discussão teológica em uma dessas classes de professores. Ao negligenciar em saturar nossas crianças de 12 anos com a Palavra de Deus, em não alimentar a discussão teológica permanente sobre essas palavras, a Igreja pode ter tanta culpa quanto a escola pelo ciclo vicioso de tensão entre eles.

Quebrar esse ciclo entre os polos de anti-intelectualismo e elitismo intelectual exige uma geração que negue a tentação de exagerar em ambos os lados (como nos comentários, para começar!). Precisamos de uma geração que persistentemente se comprometa a manter os dois maiores mandamentos ligados. Ame ao próximo oprimido e marginalizado... mas sobre o fundamento do pensamento teológico robusto. Ame a Deus com toda a mente... mas vire as páginas dos livros com as mãos calejadas de servir o nosso próximo.








* Andrew Byers lidera a Universidade Christian Fellowship e é o autor de "Fé sem ilusões: Seguir a Jesus como um Santo Cínico". (Likewise Books / IVP). Ele escreve no blog Hopeful Realism.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quem crer e for batizado, será salvo!




E o evangelho deve ser pregado em todos os lugares.
Na verdade, ele deve ser gritado!
E deve ser gritado em todas as nações.
Pelos microfones dos supermercados.
Nas rádios piratas.
Nos Pub´s .
Nas Universidades.
Nas casas de stripper´s .
Nas casas de todas as pessoas.
Nas sorveterias.
Nas praças.

Nos becos..principalmente nos becos sem saída!

E também deve , de vez em quando, nas igrejas!

Samuka.


(Hoje não tem música!)

Dante Alighieri estava errado!





Como posso acreditar que pessoas como Madre Teresa, Gandhi,Tolstoi, Dostoievski, meu vizinho e o meu padeiro, irão queimar no fogo do inferno para sempre e eternamente por que não creram em Jesus conforme o gabarito?
Mesmo se eu estiver errado em minha maneira de pensar sobre o inferno, estou certo a respeito de uma coisa:
Eu estava errado na minha maneira antiga de se pensar sobre o inferno também.
Gehenna(Mateus 5), Tartarus (2 Pedro2.4), Sheol(Genêsis 37.35,etc), inferno, hell.
No final, julgamento é real, prestação de contas é real. O perigo de nos preocuparmos com a vida dos outros e esquecermos da nossa é real. O Deus todo-poderoso, amoroso e gracioso estará presente diante de todos nós nesse final.
Qualquer caminho que pegarmos nos levará a esse momento que nos mostrará quem realmente somos. Se agimos certo ou errado, se fizemos justiça ou não, se pregamos graça ou julgamento, se fomos imperfeitos ou perfeitos, se aceitamos a Cristo ou não, se, se, se.
Diante de Deus todas essas possibilidade serão eliminadas, e não nos sobrará muitas oportunidades para nos condenar ou salvar.
Enfim, no final o inferno pode ser um local, mas não será o veredito final, e se for, algo terá que acontecer depois disso. Não nos importa boas atitudes ou crenças corretas, o que nos importa é a suficiente fé para assumirmos que não somos dignos de tal salvação, e que Deus é Deus o suficiente para concertar o que havia se perdido.
Como posso saber se sou mais digno da salvação do que o meu próximo?
Quando entendo que o meu próximo é mais digno da salvação do que eu, pois ele não sabe o que sei, e forçá-lo a saber, muitas vezes o levará para longe da verdade, pois minha verdade também é corrompida.
Aquilo que o homem não pode concertar, Deus concerta.
P.S: Vida após a morte, ou vida antes dela? Aqueles que optarem pela segunda opção enxergão o concerto de Deus. E essa é a melhor resposta e opção que temos no momento, em se tratando de inferno.


Dante Alighieri was wrong!

How can I believe that people like Mother Teresa, Gandhi, Tolstoy, Dostoyevsky, my neighbor and my baker, will burn in hell forever and ever why did not believe in Jesus as the template?
Even if I am wrong in my thinking about hell, I’m right about one thing:
I was wrong in my old way of thinking about hell as well.
Gehenna (Matthew 5), Tartarus (2 Pedro2.4) Sheol (Genesis 37.35, etc.), hell, hell.
In the final trial is real, is real accountability. The danger of worrying about the lives of others and forget our real. The God almighty, loving and gracious will be present on all of us at that end.
Whatever path we take will lead us to this moment we will show who we really are. If we act right or wrong, justice is done or not, if we preach grace or trial, if we were perfect or imperfect, if we accept Christ or not, if, if, if.
Before God all these possibilities are eliminated, and not be left in the many opportunities to save or condemn us.
Finally, at the end of hell can be a place, but not the final verdict, and if something has to happen after that. We do not care right good attitudes or beliefs, what matters is sufficient faith to assume that we are not worthy of such a salvation, and that God is God enough to fix what was lost.
How do I know if I am more worthy of salvation than my neighbor?
When I understand that my neighbor is more worthy of salvation than I because he does not know what I know and force you to learn, often takes away from the truth, my truth as it is also corrupted.
What man can not fix, God fixes it.
P.S: Life after death, or life before her? Those who choose the second option mattress God’s covenant. And this is the best response and option we have at the moment, when it comes to hell.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Jesus








O que dizer sobre Jesus ? O que dizer dessa personalidade que nos remete a circunstâncias tão adversas e mesmo tempo, tão sinônimas ?
Podemos dizer qualquer coisa sobre esse cara , e até podemos tratá-lo assim mesmo, “cara”!
E não querendo dizer nada mais, podemos dizer também que Ele (ou “ele”), foi qualquer um , assim como somos qualquer um (a).
E talvez poderemos dizer que Ele foi um profeta, e assim como os muçulmanos, dizer que na hora da crucificação, substituíram ele por Judas....então foi Judas que morreu pela humanidade.






Podemos recriá-lo a uma imagem bizantina, aquela típica do Império Bizantino, um tanto quanto romântico e desfigurado.
Mas acho que ele fica mais importante pintado por Rembrandt...e ficaria mágico sim se fosse pintado por Dalí.
Podemos dizer como certos autores que quiseram ganhar dinheiro, que Ele teve noites de delícias e prazeres com Maria Madalena ( E a Bíblia fala que ela era pecadora, e não prostituta!) e que tiveram filhos...e até casa na praia.






Podemos até fazer perfis “fake” para Ele nas páginas de redes sociais, mas ele será, por si só, significante , talvez felizmente, ou infelizmente.
Os puritanos, certo do que estou falando, irão recriá-lo com um “círculo” branco na cabeça, quase que em uma bolha de ar, intocável, recitando mantras e curando asas de pássaros feridas por causa de quedas do ninho. Assim como sempre tenta com a humanidade.








Mas o que na verdade eu compreendo nas Escrituras, é que Jesus não é um Robô, nem “Achmed o terrorista” , nem nenhuma mitologia nórdica para explicar as funções e disfunções psíquicas da humanidade, e nem muito menos uma teoria.
Não é preciso comprovações científicas para chegar a essa dedução. Perceba que alguns caras andaram com ele ! Como sei ? Eles apostaram as suas vidas ! E o que ganharam ? Cabeças cortadas, peles esfaceladas, membros mutilados, escalpelados, traídos, devorados e destruídos.








Aí eu me pergunto : “ Até quanto vale uma mentira?”
Alguma coisa eles viram em Jesus!
E me pego nesses instante, nas minhas meditações em cima dele.










Não falo das multiplicações dos pães e dos peixes, nem das curas, nem dos passeios por cima dos mares do Galiléia a pé, nem das transfigurações de Moisés e Elias, nem quando Ele ressuscitou Lázaro, não, nenhuma dessas maravilhas, por que isso, já sabemos que qualquer fé pode fazer, mas falo dos momentos de choro, de alegria, de transformar água em vinho para a festa continuar, das conversas com as mulheres (desvalorizadas na época) , quando pegava as crianças no colo, quando andava com os mendigos, com os leprosos, com os cegos, com os ricos psicológicamente esquizofrênicos e dementes por poder, com os pobres que viviam à margem da sociedade, com os coxos e aleijados, com os governadores, com os traidores que le beijaram a face e comiam pão com ele a mesma mesa , e na cruz, posto ao lado de dois criminosos, não perdeu o carinho e o amor, mas na verdade, se mostrou o mesmo de sempre...esteve com os derrotados e fracassados a todo momento.




E infelizmente para alguns, Cristo é uma forma de ganhar dinheiro.
Sabe como? Dizem que a Graça é de graça, que Cristo morreu por você, levou seus pecados ...mas você tem uma dívida eterna com ele de 10% a cada mês! Cômico, Irônico ou repulsivo ?






E tem várias outras besteiras acerca dessa mesma personalidade. Alguns dizem que não existiu, alguns dizem que Ele foi até um "Power Ranger", alguns dizem que era um camponês, para alguns um revolucionário marxista, para alguns uma força da natureza, para alguns não foi ninguém...e para alguns, já foi alguém !
E para você, quem foi Jesus ?








Eu na acredito em Cristo por Ele ser Cristo, mas acredito em Cristo, por Ele ter sido igual a mim.


Seu irmão,

Samuka


( Ao som de: Amy WineHouse - You Know I´m No Good )